Capítulo 1

Raia o Sol

"A tenente Artemísia recebe uma missão"

cinco horas da manhã o sol surge no horizonte pintando de rosa os céus. TOC! o machado parte a lenha e Artemísia leva consigo essa lenha. Artemísia é uma moça encorpada, com dois chifres e um cabelo curto loiro. A lenha estala no forno enquanto Artemísia faz uma refeição com seus pais. Então ela passa pela porta, saindo de casa. Vou lá ela diz
na cidade de Campos do Sul o trem passa. Artemísia está fazendo seus exercícios no quartel até que alguém a chama. Artemísia, a general tá te procurando. Ok, ela responde. Espumas e bolhas e Artemísia sai radiante do chuveiro já com a sua armadura. Alguém bate na porta e a general responde pode entrar. A general é uma moça preta com cabelos escuros e ondulado.
Bom dia, General. Eu recebi o seu recado, diz Artemísia à postos. Bom dia, Tenente. Então, chegou um novo contrato de Miscellyos. Compareça às onze horas na assembléia. Acredito que você seja a pessoa mais qualificada para este trabalho. Certo, Artemísia responde e continua, e qual seria o trabalho? A general responde, é sobre o dragão da terra. Os olhos de Artemísia se arregalam um pouco. Ah!
já no corredor da assembléia, artemísia aguarda sentada. a porta da sala é guardada por dois soldados com lanças que fazem um X na porta. às onze horas e dois minutos os soldados liberam a porta e um outro soldado sai. tenente lunare, alguém chama de dentro e artemísia entra.
a porta se fecha atrás de Artemísia que possui um sorriso cordial. seja bem vinde, tenente. obrigado por comparecer, diz o homem relativamente idoso sentado ao centro da mesa. à sua esquerda a general e, à sua direita, uma moça élfica de cabelo longo e platinado de franja e coque lendo papéis com bastante atenção. o homem continua falando; gostaria de apresentar Mestre Pyxis Monoceros. A moça élfica a olha e estende sua mão. Prazer em te conhecer, diz a Pyxis e Artemísia responde igualmente, indo lhe apertar a mão.
O homem reúne os papéis e diz, a respeito do contrato, o trabalho seria escoltar mestre pyxis em uma missão de pesquisa. a general jana a recomendou com veemência dado seu conhecimento em dragões. Se me permite, Marechal, inicia Pyxis, Habitantes reportaram comportamento incomum partindo do dragão. Que tipo de comportamento?, Artemísia pergunta. Incisivo e agressivo, responde Pyxis. Um pouco desolada, Pyxis continua mas as investigações locais não encontraram a razão, então seria bom a companhia de alguém para também dividir a pesquisa. não, claro, responde artemísia, compreendo o impacto do dragão. farei todo o possível para ajudar
O Marechal Augustus respira. Suponho que a professora Pyxis queira tomar a sua decisão, ele diz. Pyxis se levanta e estende a mão para Artemísia. eu gostaria que você me acompanhasse, artemísia. Artemísia faz que sim com a cabeça. Então a General Jana fala Tenente Lunare está liberada hoje. Sugiro que partam do portão leste às cinco, então descansem bem. Precisarão de energia para lidar com o dragão o mais rápido possível. Fora reportado habitantes feridos?
algo deve estar tirando a sua paz, mas isso nao o levou a ferir ninguém, responde pyxis. essencialmente — inicia artemísia — Gyn é calmo e reservado. esse comportamento deve ser encarado como um alerta. exato!, confirma pyxis. questão de tempo, responde secamente marechal augustus, deixando a sala em cilêncio por um breve momento. como está tudo decidido — ele continua — eu e a general agilizaremos a documentação para que partam amanhã cedo. então o marechal augutus se levanta e vai até artemísia, colocando uma das mãos em seu ombro. liberade, tenente. obrigado por aceitar ao convite
na escadaria que dá para o saguão do castelo. pyxis desce as escadas e percebe artemísia lhe acenando. eu estava pensando se a gente não poderia almoçar juntas; para alinhar algumas coisas, diz artemísia. perfeito — diz pyxis — estou na taverna à duas esquinas daqui. o sol ilumina a cidadezinha colonial. o trem passa e a vida acontece. artemísia atravessa as ruas de paralelepípedo em direção à taverna.
artemísia abre a porta e vai até pyxis que já está à mesa posta. não como nada desde que cheguei ao porto — diz pyxis com o garfo na boca — pedi tudo para nós. obrigado, você pediu o peixe! é o melhor, diz artemísia animada ao ver o peixe assado com batatas na caçarola de barro. jura?, pergunta pyxis experimentando um pedacinho. ela sente o sabor e seus olhos brilham. elas conversam e pela janela é possível ver entardecendo. quando anoitece, artemísia volta para casa e é quase atopelada por um dos cavaleiros do exército de campos, o que deixa ela mal humorada.
às cinco da manhã pyxis termina de ajeitar a carroça próximo ao portão leste. artemísia chega e cumprimenta, bom dia!. ah, artemísia — diz pyxis gentilmente — bom dia. espero que as intalações sejam do seu agrado. está ótimo. vamos guardar as suas coisas e partir, diz pyxis indo pegar a mochila de artemísia. a carroça parte pelo portão da cidade enquanto o sol começa a aparecer através das montanhas

Publicado originalmente em 17 de Outubro de 2024